Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildimento vos peço
que me perdoeis.
Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
esse amanhecer
mais noite que a noite.
Carlos D. de Andrade
*****
Olá,ainda sob o impacto da internação da minha filha,trouxe para vocês hoje ,este belo poema.
Ela precisou internou-se para fazer uma cirurgia no apêndice,vim agradecer pelas manifestações de carinho e solidariedade.
Que Jesus te ampare!
Até!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Sentimento do Mundo
Posted by
Lidia Machado Pereira
at
00:13:00
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