domingo, 7 de junho de 2009

Saber calar


"Saber falar é bom; saber calar é melhor. Quantos cretinos passaram por pessoas inteligentes,simplesmente porque, tendo sabido calar, pensaram
as mesmas cretinices pensadas pelos outros, mas não as disseram."

(Arnac)

Uma escola diferente

(recebi na minha caixa postal, achei interessante,e estou dividindo)

A escola pública de São Paulo que se inspirou no projeto da portuguesa Escola da Ponte conta como as mudanças afetaram o seu dia-a-dia.

Não há salas de aula, turmas ou séries. O conteúdo e a ordem de estudo são decididos pelos alunos, sob a orientação dos educadores. Esse lugar existe? Sim. Há 30 anos em Portugal, na chamada Escola da Ponte. Idealizada pelo educador José Pacheco, a nova forma de educar nasceu para dar às crianças mais sabor ao aprender. No Brasil, a Escola Municipal Desembargador Amorim Lima constrói uma versão brasileira, inspirada no projeto português. Localizada no Butantã, bairro da Zona Oeste de São Paulo, ela - a escola mesmo - conta como vem assistindo à revolução em seus muros. Acompanhe.
"O pessoal que trabalha aqui vive falando de mágica. Dizem que, por mais que tenha formação acadêmica ou técnica, só com ela a educação acontece por completo. Eu, como sou uma escola, feita de tijolo, tinta, madeira, areia e cimento, fico um pouco confusa com assuntos não-concretos. Mas estou aprendendo. Aprender, aliás, é um verbo que ganhou outra cor por aqui. Essas pessoas que acreditam em mágica estão mudando minha concepção sobre vários assuntos. Elas dizem que, para construir, precisamos desconstruir primeiro. Que, para mudar, temos de refazer conceitos e desfazer certezas. E isso soa para mim muito natural. Como se eu sempre soubesse que é assim que se faz.
Outro dia, naquelas conversas maravilhosas entre professor e criança, um aluno se deu conta de que professor é aquele que - de repente - aprende. Igualzinho falou há muitos anos o escritor João Guimarães Rosa, e que o meu querido amigo, o educador português José Pacheco, aquele que criou a Escola da Ponte, vive repetindo para a gente não esquecer nunca. O melhor é que esse aluno se deu conta disso sozinho. Aqui, os alunos são consultados até sobre o que e como querem estudar. Todo mundo aprende junto e sozinho. Cada um no seu tempo, no seu ritmo. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que tudo era cinza: as paredes, os uniformes e o humor de professores e alunos.
Até que um dia, há nove anos, passei a receber a visita de uma pedagoga engraçada, que gesticulava muito. Quando Ana Elisa Siqueira passou no concurso e assumiu a direção da escola, percebi nela um brilho diferente. Era uma mulher muito esperta e logo descobriu o que estava embaixo do cinza. Viu que os pais das crianças reclamavam das constantes faltas dos professores e da indisciplina na sala de aula. Estava na hora de partir para as soluções. Começaram as rodas de conversa. Alguns não entendiam o que tanto a Ana queria mudar. Mas essa Ana era cheia de querer e foi, aos poucos, seduzindo a todos. Primeiro, tirou as grades que reduziam meu enorme pátio e cercavam as crianças. Depois, tratou de pintar de laranja minhas portas. Mais algum tempo e as paredes também estavam coloridas. Era a tal mágica começando a acontecer.
O que mais ajudou a Ana foi que, em trabalhos anteriores com pedagogia, ela conheceu bem a comunidade que vivia por aqui. Ela sacou, por exemplo, como era bom ter crianças, filhas de pais que fazem doutorado na Universidade de São Paulo, aqui ao lado, misturadas a crianças com pais analfabetos. A diversidade propiciava uma palavra que adoro ouvir: democracia. Sob o comando da Ana, alguns funcionários, pais, especialistas e parceiros das mais variadas áreas foram se envolvendo com os meus muros, sugerindo idéias e projetos.
Um dia marcante foi quando ouvi o som do primeiro berimbau. Era música no meu coração. Se escola tem coração? Claro, eu tenho centenas deles. Tratava-se do projeto de cultura brasileira. Com circo, teatro, capoeira e danças brasileiras e muitas crianças. Alguns pais se animaram tanto que não saíam mais daqui. Até nos recreios, eles vieram ajudar. Foi então que a direção da escola decidiu contratar uma consultoria pedagógica, da renomada psicóloga Rosely Sayão. Numa das reuniões com os especialistas, ela exibiu um vídeo sobre a portuguesa Escola da Ponte. Quando os pais ouviram as palavras 'autonomia' e 'solidariedade', tiveram a grande certeza: 'Essa é a escola que queremos para os nossos filhos'. Fiquei ansiosa. Afinal, como seria? Qual era a fórmula do José Pacheco? Poderíamos repetir aqui? Um pai muito corajoso, Gilberto Frachetta, venceu as dúvidas, colocou debaixo do braço um projeto redigido por psicólogos, educadores, mais o consenso dos outros pais e, no final de Janeiro de 2004 chegou e a Ana veio com outra idéia maluca. As paredes das salas deveriam ser derrubadas. Isso mesmo. Quatro salas se tornaram uma! Duas lousas, uma de cada lado, crianças reunidas em grupos de cinco e três educadores por sala. Não há mais aulas únicas, preparadas para todos os alunos. A professora Cleide Portis ficou assustada. Nova na casa, imagine, ela entrou bem no meio da revolução. Outro dia, contou o que sentiu na época: 'Dos 20 anos que tenho de escola pública, a docência era algo solitário, eram os meus alunos, meu espaço, meu pensar. Aprendi a compartilhar. Dividimos as idéias e o material e agora as crianças aprendem juntas, com os colegas, no seu ritmo'. Notei que mudar de rotina é muito difícil para o adulto. Eles têm receio de experimentar e não dar certo. O que adianta derrubar as minhas paredes se não derrubarem as paredes deles mesmos? Mas, as crianças, ah, elas tiram de letra. Aqui, como na Ponte, seguem um roteiro de estudo sugerido pelos educadores e decidido por elas. Não há desordem ou espaço para indisciplina: elas têm liberdade para andar pela sala, mas, para chamar o professor, cada uma espera sua vez. No salão maior, por exemplo, estão as crianças correspondentes à primeira e segunda séries do ensino fundamental. Misturam-se as que já sabem ler e as que ainda não aprenderam. Para Amanda, que está na segunda série e já lê muito bem, não há o menor problema. 'Ficamos juntos para um ensinar ao outro o que sabe..' Outro dia, uma mãe contou que seu filho deixou de ser tímido, agora conversa mais em casa.Com a liberdade, as crianças ganham conhecimento. Com conhecimento, adquirem autonomia. Com autonomia, exercem a solidariedade.
Hoje olho para mim e parece que todo mundo anda sorrindo. Ainda noto olhares de dúvida. Houve professor que preferiu sair e pai que optou por uma outra escola. Eu acho ótimo. Porque o importante é ter a chance de fazer escolhas, coisa rara na rede de ensino público do Brasil. Esqueci de contar que nem toda a escola entrou no novo projeto pedagógico de uma vez. Não havia como, era muita novidade e pouca experiência. Mas, agora já temos 10, 20, 30, 50, 60 e 70 anos no projeto. Foi uma forma de, em 2006, colocarmos todas as crianças falando a mesma língua.Dos tijolos derrubados, o pessoal daqui construiu um forno. Daqueles para fazer pão e pizza em dias de festa. O amigo Pacheco anda apreensivo. Disse que caminhamos em um ano o que a Ponte andou em 30. Outro dia, poetizou: 'É preciso cuidado, pois o importante não é velocidade, mas direção'. Por isso que, como ele diz, em educação, quando pensamos que está tudo feito, há muito o que fazer. É essa a vida que corre entre as minhas paredes: muitos caminhos a serem percorridos, muita coisa para consertar. Mas, se para a pequena Amanda o melhor lugar do mundo é aqui e agora, é porque já temos uma direção."
“Para mudar temos de refazer conceitos e desfazer certezas.”

“Em educação, quando pensamos que está tudo feito, há muito o que fazer.”

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Comecando a semana


Herege não é aquele que arde na fogueira e sim aquele que a acende.
Shakespeare

Confio em Deus não apenas nisto ou naquilo, e sim em tudo.
Walter S. Landor

Um culpado punido é um exemplo para o canalha; um inocente condenado é ameaça a todos homens honestos.
La Bruyere

domingo, 31 de maio de 2009

Seja uma Festa




Você é uma festa.Muitos se organizam em festa.
Se você é uma festa para si mesmo,uma festa de paz e alegria acontece.Seu corpo é uma harpa que expressa o gozo festivo de seu coração.
Quando você só faz festa,fica depois um vazio,cansado e de mau humor.
É melhor ser festa do que organizar festas.

Antônio Gracia

Ser triste

“Digo que não é só por ser de dia, que está enganado, que sinto uma tristeza que já esperava e que vem só de mim.
Que sempre fui que hoje esta tristeza, sentindo-a como a mesma que

sempre senti, quase pode ter meu nome, tanto ela se parece comigo.”

(O amante, pág. 50)

“Falta-me o fermento que dava sabor à minha vida, o encantamento

que me despertava alta noite; aquilo que pela manhã me arrancava

ao sono desvaneceu para mim.”

(Werther, pág. 285)

domingo, 24 de maio de 2009

Coragem

Recanto da Lidia: Ladainha de Sao Jose

Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.

(desconheço a autoria)

Alho e suas Propriedades

O Alho é considerado um antibiótico natural e tem efeito antiinflamatório.

INGREDIENTES:

350 gramas de alho
1/2 litro de aguardente (cachaça)

MODO DE FAZER

Triture o alho no liquidificador com a cachaça, depois de bem batido, coloque tudo num vidro de boca larga tampe, vedando bem o vidro e deixe-o por 10 dias na geladeira. No 11º dia coloque a mistura em um coador para retirar toda a parte líquida da mistura. Lave bem o vidro ou utilize outro, para colocar o líquido, tampe e deixe-o na geladeira por mais dois dias.

MODO DE USAR DIA
CAFÉ
ALMOÇO
JANTAR


1º DIA
01 GOTA
02 GOTAS
03 GOTAS

2º DIA

04 GOTAS
05 GOTAS
06 GOTAS

3º DIA
07 GOTAS
08 GOTAS
09 GOTAS

4º DIA
10 GOTAS
11 GOTAS
12 GOTAS

5º DIA
13 GOTAS
14 GOTAS
15 GOTAS

6º DIA
16 GOTAS
17 GOTAS
18 GOTAS

7º DIA
12 GOTAS
11 GOTAS
10 GOTAS

8º DIA
09 GOTAS
08 GOTAS
07 GOTAS

9º DIA
06 GOTAS
05 GOTAS
04 GOTAS

10º DIA
03 GOTAS
02 GOTAS
01 GOTA

11º DIA
15 GOTAS
25 GOTAS
36 GOTAS

12º DIA
05 GOTAS
25 GOTAS
25 GOTAS

Continuar tomando 25 gotas nos três horários, até terminar o conteúdo do vidro.

BENEFÍCIOS

Melhora significativas na arteriosclerose, a isquemia, a sinusite, a hipertensão e doenças bronco-pulmonares.

Alivia completamente a dor de cabeça.
a gastrite, as úlceras do estomago e as hemorróidas.
Absorve todo tipo de tumores internos e externos.
os distúrbios da vista e do ouvido

EFEITOS

Elimina do organismo, as gorduras e libera os cálculos depositários.
Melhora o metabolismo e conseqüentemente todos os vasos sanguíneos se tornam elásticos.
Desfaz os coágulos do sangue.