autor:
Cassiano Ricardo
È um galo nítido, auto-suficiente,
com uma clareza de clarim noturno.
Que deve ter a plumagem vermelha,
e cuja crista é a própria estrela-d'alva.
Cantou muito esta noite, cantou muito
Qual se tivesse, como de costume,
uma coisa secreta pra dizer-nos
mais surpreendente do que a madrugada.
Há quantos séculos este galo canta?
Mas, amanhece e a manhã é, apenas,
a face cor-de-rosa de um abismo
(seguinte) uma manhã que nunca chega,
e que promete, sempre, a mesma coisa,
por só existir na garganta dos galos.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
O Galo das cinco Horas
Posted by
Lidia Machado Pereira
at
15:40:00
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